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Culto de Domingo

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Devocional

*Devocional do Dia*
23/07/2025 

*”Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos;”* 
*(Colossenses 1:3-4)*

É importante relembrarmos o quanto as Escrituras engrandecem o ato, simples mas desafiador, de *amar*. Somos ensinados constantemente através da Palavra a amarmos uns aos outros (João 13:34) com o modelo de amor perfeito: Jesus. 

Sabemos que Deus é amor (1 João 4:8) e por isso amar biblicamente é o reflexo de um genuíno novo nascimento, porque reflete não a natureza terrena, mas a celestial. 
E justamente por isso é importante pontuarmos que o amor bíblico é muito diferente do amor humano natural. 

O novo testamento, escrito originalmente em grego, cita ao menos 4 expressões diferentes para definir amor - e a expressão comumente usada para se referir ao amor de Deus é *”ἀγάπη”* (*ágape*) que é um amor totalmente donativo, sacrificial, e prático. Quando as escrituras dizem que Deus é amor, a expressão utilizada também é ágape - ou seja, Deus é o próprio amor sacrificial, entregue, puro e donativo. 

Nossa maior referência para amor é, e sempre será, o próprio Deus, que segundo as Escrituras *deu* seu unigênito filho para que todo aquele que Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3:16). Portanto vemos claramente expresso aqui a realidade do amor de Deus - Ele dá voluntariamente sem esperar nada em troca.

Jesus disse que nós, como seus seguidores, seríamos conhecidos por ser seus discípulos se amássemos uns aos outros (João 13:35) - e vemos Paulo logo nos primeiros versos da carta aos Colossenses dar graças a Deus pelos irmãos de Colossos, relembrando a fé e amor deles. Somos instruídos em algo muito importante aqui: aquela comunidade carregava uma marca imprescindível na vida da igreja, na vida de todo discípulo de Jesus, o *amor*. 
A expressão utilizada nesse texto para amor também é *ágape* - ou seja, aquela comunidade realmente refletia quem Deus é, porque Deus é amor.

Pensemos um pouco em como agimos diariamente. Muitas vezes somos motivados a crer que amamos - mas nosso amor é muito limitado e egoísta. Amamos até onde podemos ser beneficiados, mas temos dificuldade em amar quando nada nos pode ser oferecido. 

Em simples situações diárias somos rudes, nos iramos fácil e damos algumas más respostas. Pensamos que isso pode passar batido, mas na verdade isso revela algo crucial em nossa jornada - estamos realmente refletindo o caráter de Cristo quando agimos baseados em nosso próprio amor? 

Nosso amor humano natural se cansa fácil, se vangloria e se envaidece, mas o amor bíblico tudo suporta (1 Coríntios 13:7) - esse amor é ágape. Esse amor reflete quem Deus é porque é assim que Deus age para conosco. O amor do Senhor nos cobre de uma forma tão intensa que não existem palavras para descrever, é como dizem as Escrituras, o amor que excede todo o entendimento (Efésios 3:19). 

Falamos de amor no vocabulário humano como se fosse algo fácil, mas não é verdade. Amar é difícil porque exige que nos coloquemos no lugar do outro, amar é muito mais um exercício prático do que uma teoria poética. Amar é doar-se em prol de outro e muitas vezes sem receber nada em troca. Pensamos que isso é uma loucura, afinal, *precisamos de reciprocidade*. 

Esquecemos que o amor *também é uma semente*, e mais do que isso, *uma ordem do céu*: ame o seu próximo como a ti mesmo (Mateus 22:38), amem-se uns aos outros (João 13:34), quem não ama não conhece a Deus (1 João 4:8). E novamente precisamos ressaltar que o amor bíblico tão enfatizado é um amor que tem como parâmetro o amor de Deus, que é puro, donativo, entregue e totalmente *prático*. 

Josemar Bessa disse uma vez: ame pessoas difíceis, você é uma delas. Sempre que paramos para refletir sobre isso percebemos que, de fato, nós somos difíceis de amar mas somos amados, acima de tudo, por Deus. O amor é algo tão profundo e glorioso nas Escrituras que Jesus nos ensina, inclusive, a amar nossos inimigos (Mateus 5:44). 

Precisamos tanto aprender a amar; não com nosso amor falho e vacilante, que facilmente se ofende. Precisamos aprender a amar através do amor de Cristo que é tão infinito, amplo, largo e profundo (Efésios 3:18-19). Precisamos aprender a amar nosso núcleo próximo, porque é aqui, nos pequenos momentos do cotidiano que a vida se faz. Amar poeticamente o outro, que está longe, é uma tarefa muito simples - mas amar quem está conosco todos os dias, convivendo, revelando-se, expondo seus defeitos e qualidades, é realmente desafiador. É difícil praticar o “amar uns aos outros” mas não é impossível. Podemos fazê-lo não por nosso próprio mérito, mas pela graça de Deus através de nós. 

Que sejamos um canal de fluir do amor do Senhor não somente àqueles que estão longe, não apenas aos nossos inimigos, mas também aqueles que estão perto e, de tão perto, muitas vezes deixam de ser alvo de amor donativo, puro, abençoador e prático. Que como discípulos do Senhor essa seja nossa marca como igreja: nós amamos - não ferimos. Nós servimos. Nós ouvimos. Nós cuidamos. Nós doamos. Nós *amamos* uns aos outros, ao próximo, aos inimigos, a Deus. E esse amor que nasce em Deus e Dele flui alcança não apenas nosso coração de maneira tão pessoal e intima mas deve fluir por meio de quem somos a todos a nossa volta compartilhando assim a própria vida de Deus, que é amor. 

Com muito amor, 

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